Cuidados e Vacinação dos Pugs

Como defender o seu filhote de pug de viroses

Como vacinar um filhote de pugMuitos filhotes de pug são vitimados por virose nas primeiras semanas de vida. Há vírus por toda parte, no ar, no chão, na água, nas paredes, em animais e sobre as plantas e seus efeitos podem ser devastadores, principalmente nos três primeiros meses de vida do cão quando as defesas imunológicas ainda estão em desenvolvimento.

O bom programa de proteção do filhote de pug contra viroses atua em três frentes. Procura evitar o risco de contágio, estimula a produção de anticorpos e poupa organismo de males menores, deixando os anticorpos disponíveis para quando uma virose perigosa atacar.

Vacinas que devem ser aplicadas no Pug filhote

As vacinas são armas poderosas para cães da raça pug:

1 – Vacina óctupla – estimula a produção de anticorpos contra oito tipos de vírus: os da cinomose, parvovirose, coronavirose, parainfluenza, leptospirose (dois tipos) e hepatite (dois tipos).

2 – Pneumodog – aumenta as defesas contra vírus causadores de males do sistema respiratório, em geral de menor risco, mas que enfraquecem o organismo tomando-o mais vulnerável a viroses mais perigosas.

3 – Anti-rábica – combate o vírus da raiva, relativamente fácil de ser evitado em cães caseiros por ser transmitido apenas por contato com saliva infestada.

Como potencializar o resultado das vacinas de seu cachorro pug

1- Pontualidade das aplicações – atrasar a aplicação das doses prejudica a produção total de anticorpos comprometendo a eficiência da vacinação, com risco de perda da imunidade.

2- Esperar as defesas completarem seu ciclo – o cão só é considerado protegido pela vacina a partir de 15 dias depois da aplicação da última dose. Até lá, ele não deve ir à rua, nem tomar banho sem recomendação veterinária, nem ter contato com outros cães.

3- Vacinar só cão em perfeita saúde – organismo estressado não produz a quantidade esperada de anticorpos ao receber vacina. O cão precisa estar livre de vermes e outros parasitas; não deve ter tomado vermífugo há sete dias e, se fez cirurgia (como a de corte de orelhas), 15 dias já devem ter decorrido desde a operação.

4- Boa qualidade da vacina – para funcionar bem, a vacina precisa vir de fornecedor idôneo, estar dentro do prazo de validade e ter sido armazenada em temperatura entre 2ºC e 8ºC, para não perder o princípio ativo.

5- Aplicação bem feita – feita por veterinário conceituado, que garanta a boa origem e manutenção do produto, e avalie se o cão está com boa saúde antes de aplicar. Numa emergência, como a de choque anafilático, reação rara mas que pode acontecer, é ótimo estar com o veterinário ao lado. Veja mais

Quando mudar o calendário de vacinação do pug?

 Filhotes de mãe não vacinado, mantidos em local de risco – quando um lugar foi recentemente infestado por virose ou recebe visitantes que possam trazer vírus, convém antecipar em dez dias o calendário de vacinação do cão que ficará nele.

Filhotes de roças muito pequenos (micro) – têm organismo mais delicado. Divide-se as doses mensais da vacina óctupla em duas quinzenais. As vacinas contra cinomose, parainfluenza, leptospirose e hepatite podem ser dadas junto com a Pneumodog e 15 dias depois aplica-se a vacina contra coronavirose e parvovirose.

Cães que vivem em locais com incidência de ratos ou leptospirose – não deixar mais de seis meses sem vacinar. Há vacinas específicas contra leptospirose que podem ser intercaladas com a óctupla.

Calendário de vacinas do pug

Mais cuidados para não facilitar contato de vírus com seu cachorro

1- Evite contato com cão com virose – se o cão for doente, ele e o ambiente onde ele fica estarão infestados com grande quantidade de vírus, dando muito trabalho ao sistema imunológico do cão sadio para fazer a defesa.

2- Evite contato com pessoas que possam ter estado com cães doentes – os vírus podem vir no corpo, nas roupas e nos sapatos dos visitantes.

3- Higienize o lugar onde houve virose antes de pôr um cão nele – locais onde houve caso de parvovirose, há menos de três anos, ou de coronavirose, tosse de canil, cinomose, parainfluenza ou hepatite há menos de seis meses, precisam passar por uma ampla desinfecção antes de receberem um novo cão, já que os vírus permanecem por todo esse tempo no local, nas paredes, frestas e plantas. Para desinfetar, queime os objetos dos cães infestados e desinfete o piso e paredes com Cândida pura. Deixe o local em quarentena pelos prazos de presença dos vírus. Se for preciso pôr um cão antes de acabar o período de quarentena, desinfete o piso diariamente com Cândida pura durante 30 dias e só coloque filhotes já com duas doses completas de vacina Óctupla. Aumente a vacinação para quatro doses completas. O risco de contaminação pela leptospirose é eliminado como boa higienização do ambiente ou secando-se muito bem o local.

Anticorpos

1- Anticorpos da mãe – cerca de 90% das defesas imunológicas do filhote no início da vida não são produzidas por ele. São recebidas da mãe ao mamar o colostro, o “leite” clarinho dos primeiros cinco dias (as primeiras 24 horas são as mais importantes). Dependendo da quantidade de anticorpos recebidos da mãe, o filhote terá proteção por seis a 16 semanas. Para aumentar essa defesa natural:

2- Vacine a futura mãe antes do cruzamento: ela adquirirá uma quantidade maior de anticorpos para passar para os futuros filhotes.

3- Faça todos os filhotes mamar bastante: quanto mais eles mamarem, maior a proteção. Ninhadas de cinco ou menos filhotes são as mais favorecidas.

4- Alimentação de boa qualidade – a nutrição fortalece a produção de anticorpos. Os alimentos industrializados são adequados para supriras necessidades do cão. É preciso estar atento à data de validade do produto, que não deve estar vencida, e ao armazenamento, de acordo com o especificado na embalagem. Comida deteriorada pode infeccionar o sistema digestivo e desgastar o sistema imunológico. O ideal é servir as refeições nas horas mais frescas do dia e retirá-las meia hora depois.peso do pug

Algumas medidas ajudam a evitar que os anticorpos fiquem ocupados e se desgastem com males menores, poupando-os para entrarem em ação diante da ameaça das viroses mais perigosas:

5- Elimine parasitas assim que os descobrir – pulgas, carrapatos e bernes causam alergia e inflamam a pele, Pug brancoocupando o sistema imunológico. Os vermes intestinais consomem parte da alimentação ingerida pelo cão e, menos nutrido, ele produz menos anticorpos.

6- Proteja o cão do frio e do calor excessivo – temperaturas extremas estressam o organismo e debilitam as defesas. Abrigue o cão de pêlo curto quando a temperatura for inferior a 20ºC e o de pêlo longo ou médio, se estiver abaixo de 15ºC. Combata o calor intenso deixando água fresca disponível para o cão e evitando exercícios prolongados e exposição ao sol forte.

7- Evite contrastes de temperatura – quando o cão estiver com o corpo quente, não deve pegar ar frio e vice-versa. Os choques térmicos causam estresse, diminuindo a resistência do organismo.

8- Abrigue o cão das correntes de ar – são uma via transporte para vírus e bactérias causadores de doenças respiratórias, como resfriados e pneumonias.

9- Evite umidade – ela favorece a proliferação de vírus e bactérias causadores de males do sistema respiratório. A umidade na pele abaixa temperatura do cão, deixando-o mais sujeito a infecções em geral, entre elas as dermatites.

10- Mantenha higiene o cão fica – facilita o controle de insetos, parasitas, vírus e bactérias, todos potenciais ameaças ao sistema imunológico.

11- Diga não ao estresse emocional – evite conviver em situação de tensão com o cão. O estresse emocional também debilita o organismo e o sistema imunológico.

12- Trate logo as doenças – doença debilita o sistema imunológico, abrindo caminho para outros males desde o início e para o agravamento do próprio mal, quando causado por micro-organismos.

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